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Boletim Técnico

"Os Graves Riscos da Recuperação de Rodas e Aros para Caminhões e Ônibus"

Levando-se em conta que a recuperação de rodas e aros vem se tornando um procedimento comum no mercado brasileiro, a Assossiação Brasileira de Pneus e Aros (A. B. P. A.) decidiu elaborar este Boletim com a finalidade de alertar os usuários para os perigos desta prática. Conforme normas internacionais transcritas abaixo, esta recuperação é reprovada em diversos países do mundo.

RECOMENDAÇÃO DA ETRTO - Organização Técnica Européia de Pneus e Aros
As Rodas danificadas ou distorcidas não devem ser consertadas ou usadas na montagem de pneus. Os aros ou discos trincados nunca deverão ser soldados sob quaisquer circunstâncias porque a solda trincará novamente após um curto espaço de tempo sob as tensões dinâmicas envolvidas.

NORMAS OSHA 29 CFR 1910 - ORGANIZAÇÃO DE SERGURANÇA E SAÚDE - EUA
Letra F - Procedimento operacional - Rodas de Peças Múltiplas, item 9 - Componentes de aro, trincados, quebrados, empenados ou danificados de outra maneira não poderão ser trabalhados, soldados unidos com solda forte, ou aquecidos de qualquer forma.

FABRICANTES DE PNEUMÁTICOS - EUA - AVISO DE SEGURANÇA
A pressão do ar em um pneu de caminhão inflado e montado num aro ou roda cria uma energia explosiva. Esta pressão pode ocasionar a explosão do pneu com uma força tão grande que se você for atingido por um componente de aro ou pneu, você pode morrer ou ficar seriamente ferido.

Da mesma forma a Associação Brasileira de Pneus e Aros desaprova a prática da RECUPERAÇÃO DE RODAS E AROS e esclarece:

Quebra por Fadiga

Uma roda é projetada para atender determinados requisitos do veículo ao qual se destina. Os parâmetros principais são a carga máxima de trabalho, a velocidade do veículo e o tipo de estrada a transitar. Tais fatores ao longo o tempo ocasionam tensões cíclicas extremamente elevadas em alguns pontos da roda. Os pontos mais afetados são os furos de ventilação e os furos de fixação do disco, flange e friso do aro. O material da roda sujeito a esforços contínuos localizados sofre deformações que tenderão ao aparecimento de trincas progressivas se as condições de solicitação persistirem. Trafegar com excesso de carga a velocidades incompatíveis com as cargas transportadas e em estradas de má pavimentação são fatores que determinam a redução da vida útil de uma roda. Quanto mais rodar nestas condições menor será sua durabilidade.

Recuperação Do Disco

imagem O disco danifica-se por trincas de fadiga nos furos de ventilação e ou furos de fixação e ovalização dos furos de fixação. Rodas com disco danificado ou com trincas ou deformação no assentamento dos furos de fixação não poderão ser recuperadas ou usadas em serviço. Sua recuperação por soldagem das trincas ou a colocação de anéis nos furos Exemplo de roda com disco trincado danificados, furando-se novamente ocasionará o aparecimento de novas trincas nas regiões soldados, circunferencialmente ao redor dos furos.

A Recuperação do Friso

O friso do aro é responsável pela retenção do anel ou anéis, conforme o tipo de aro. Sua danificação ocorre basicamente por desgaste ou trinca por fadiga. A sua recuperação através de torneamento e solda não tem como garantir as tolerâncias apertadas de encaixe do anel do friso, de excentricidade radial e lateral do aro e de ovalização do aro. Não havendo tolerância corretas no encaixe do friso/anel, este último ficará num equilíbrio instável, uma vez inflado o pneu, com sérios riscos de escape do anel. Da mesma maneira a solda do friso tenderá a trincar rapidamente por fadiga e neste caso o risco será do pneu estourar com o veículo em movimento.

Recuperação do Flange do Aro.

imagem O flange normalmente quebra por fadiga. Surge inicialmente uma trinca que vai progredindo rapidamente ao longo da circunferência do aro. A substituição deste flage por soldagem de um novo não elimina a possibilidade do aparecimento de novas trincas, principalmente na região soldada. Por outro lado esta região possui uma rampa com inclinação de 5º ou 15º conforme o tipo de aro, para o assentamento adequado do talão do pneu, difícil de ser reproduzida por recuperação. Neste caso o pneu tenderá a girar em falso sobre o aro afetando seriamente a segurança do veículo. Sempre preocupada com a Segurança e a Normalização, a Associação Brasileira de Pneus e Aros se coloca à disposição dos interessados para quaisquer esclarecimentos complementares sobre este assunto.

Sócios Efetivos / Afiliados
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